segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O que é taxa real de câmbio e como ela afeta a competitividade dos países?


A taxa real de câmbio é o termo de troca entre a moeda nacional e uma moeda externa de referência (o dólar norte-americano, por exemplo), levando-se em conta a inflação doméstica e a inflação registrada no parceiro comercial de referência (os EUA, por exemplo).

Ela afeta a competitividade dos países porque representa a real capacidade de compra da moeda nacional frente aos bens estrangeiros ou, reciprocamente, o real poder de compra da moeda estrangeira frente aos produtos nacionais.

A abertura comercial afeta a competitividade dos países?


Sim. A abertura comercial afeta a competitividade dos países, pois a maior presença de produtos importados significa maior competição com os itens produzidos domesticamente. Esse processo tende a levar os produtores nacionais a aperfeiçoarem seus produtos, tornando-os mais competitivos tanto interna como externamente, em especial nos setores em que os insumos necessários a esse processo tornam-se mais disponíveis.

O que são medidas protecionistas e quais as principais aplicadas pelos países?


São medidas e/ou procedimentos adotados pelos governos com o objetivo de favorecer o produtor nacional frente aos concorrentes estrangeiros. As principais medidas protecionistas são as barreiras tarifárias e as não-tarifárias. Por barreiras tarifárias entendem-se as tarifas incidentes sobre os produtos importados. Por barreiras não-tarifárias entendem-se restrições como regulamentos sanitários, de saúde, ambientais, normas técnicas e padrões de segurança.

Quais são os argumentos a favor e contra o livre comércio?


Como principais argumentos a favor do livre comércio, citam-se:

- o aumento da quantidade e da variedade de bens disponíveis para consumo;
- a possibilidade de o país exportar os produtos nos quais é mais eficiente que seus parceiros comerciais;
- a redução dos custos para a aquisição de insumos produtivos não disponíveis ou de alto custo no país, o que permite à indústria instalada ganhar em produtividade e tornar-se mais competitiva;
- os ganhos de competitividade e a geração de empregos nos setores domésticos capacitados a competir nos mercados mundiais;
- a livre alocação dos insumos entre as indústrias;
- a identificação dos setores e insumos mais competitivos;
- a eliminação da distorção em preços relativos;
- o maior acesso a linhas externas de investimento;
- a correção de eventual viés anti-exportação que tenha se consolidado na estrutura da economia.

Por outro lado, os argumentos clássicos que têm sido levantados contra o livre comércio são:

- a proteção à "indústria nascente" (A. Hamilton, F. List);
- a preservação do emprego;
- a defesa frente ao comércio desleal;
- a promoção da segurança nacional;
- a manutenção de poder de barganha em futuras negociações internacionais;
- a alegada existência de setores estratégicos; e,
- o controle do nível de importações como meio de promover algum equilíbrio do balanço de pagamentos.

O que é livre comércio?


Resposta: O livre comércio é uma situação na qual o comércio internacional se dá sem qualquer tipo de barreira tarifária ou não-tarifária. Entende-se por comércio internacional a compra e venda de mercadorias e serviços entre residentes e não-residentes de um país.

Balanço de pagamentos


Balanço de pagamentos é um instrumento da contabilidade social referente à descrição das relações comerciais de um país com o resto do mundo. Ele registra o total de dinheiro que entra e sai de um país, na forma de importações e exportações de produtos, serviços, capital financeiro, bem como transferências comerciais.

Existem duas contas nas quais se resume as transações econômicas de um país:

* a conta corrente, que registra as entradas e saídas devidas ao comércio de
bens e serviços, bem como pagamentos de transferência; e

* a conta de capital, que registra as transações de fundos, empréstimos e transferências.

A soma das duas contas fornece a balança global de pagamentos.

 

Importância

O registro das transações de um país com o resto do mundo é denominado balanço de pagamentos(balança corrente+balança financeira+balança de capital). A explicação do balanço de pagamentos (sic), e o diagnóstico do seu significado, é o tema principal da economia internacional. Ele emerge de uma diversidade de contextos específicos: discutindo os movimentos internacionais de capital [...], relacionando as transações internacionais à contabilidade da renda nacional [...] e discutindo virtualmente todos os aspectos da política monetária internacional [...]. Assim como o problema do protecionismo, o balanço de pagamentos tornou-se uma questão central para os Estados Unidos, porque o país tem apresentado déficit comercial todos os anos, desde 1982[1].

 

Estrutura

A estrutura de um balanço de pagamentos inclui os seguintes itens:

1) Transações correntes

1.1) Balança comercial (FOB)

1.1.1) Exportação

1.1.2) Importação

1.2) Serviços e rendas (líquido)

1.2.1) Serviços

1.2.1.1) Receita

1.2.1.2) Despesa

1.2.2) Rendas

1.2.2.1) Receita

1.2.2.2) Despesa

1.3) Transferências unilaterais correntes

2) Conta capital e financeira

2.1) Conta capital

2.2) Conta financeira

2.2.1) Investimento direto

2.2.1.1) Investimento direto do país

2.2.1.1.1) Participação no capital

2.2.1.1.2) Empréstimo entre empresas

2.2.1.2) Investimento estrangeiro direto

2.2.1.2.1) Participação no capital

2.2.1.2.2) Empréstimo entre empresas

2.2.2) Investimentos em carteira

2.2.2.1) Investimento do país em carteira

2.2.2.1.1) Ações de companhias estrangeiras

2.2.2.1.2) Títulos de renda fixa

2.2.2.2) Investimento estrangeiro em carteira

2.2.2.2.1) Ações de companhias do país

2.2.2.2.2) Títulos de renda fixa

2.2.3) Derivativos

2.2.3.1) Ativos

2.2.3.2) Passivos

2.2.4) Outros investimentos

2.2.4.1) Outros investimentos do país

2.2.4.2) Outros investimentos estrangeiros

3) Erros e Omissões

4) Resultado do Balanço

5) Conta de Capitais Compensatórios

5.1) Contas de Caixa

5.1.1) Haveres no exterior

5.1.2) Reservas em ouro

Balança comercial

Balança comercial é o nome da conta do Balanço de pagamentos onde se registram os valores das importações e exportações entre os países. Quando as exportações são maiores que as importações registra-se um superávit na balança, e quando as importações são maiores que as exportações registra-se um déficit. Quando o saldo da balança comercial apresenta negativo, o governo para equilibrá-la tem que recorrer as reservas cambiais de dólares que o Estado tem em caixa ou recorrer a empréstimos de banqueiros do exterior, este é um fato gerador da dívida externa.

 

Superávit

Superávit é quando a balança comercial apresenta saldo positivo pois os valores em dólares das importações, foram menores do que exportações, ou seja, as exportações proporcionaram maior entrada de dinheiro no pais, (exceto dinheiro de especulações), neste caso se diz-se Balança comercial é favorável.

 

Déficit

Déficit é quando o saldo da balança comercial é negativo, o valor em dólares das exportações é menor do que o das importações, nesse caso diz-se Balança comercial é desfavorável.

 

Dívida interna

A divida interna é a dívida contraída em moeda nacional pelo governo com as pessoas físicas e jurídicas residentes no país.

 

Dívida externa

Dívida externa é a somatória dos débitos de um país, resultantes de empréstimos e financiamentos contraídos no exterior pelo próprio governo, por empresas estatais ou privadas.

O que é superávit/déficit primário e nominal?

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O resultado consolidado das contas do governo, que sai nesta quarta-feira, inclui o governo central, estados e municípios. E você certamente vai ouvir falar em superávit/déficit primário e nominal. Quer entender mais? Primeiro, vamos ao superávit/déficit primário. É o resultado da arrecadação do governo menos os gastos, exceto juros da dívida. A grosso modo, é a geração de caixa do governo; é a economia para reduzir o endividamento. Mostra se as contas estão em ordem ou não. Resultado primário positivo (superávit) mostra contas sob controle e mostra que a dívida não seguirá uma trajetória explosiva. Com o fim de uma série de medidas de estímulo econômico por parte do governo, e os impostos voltando aos níveis originais, como é o caso do IPI, a tendência, segundo os especialistas, é de que as contas do governo voltem a apresentar melhora ou recuperação.

O que é superávit/déficit nominal? O resultado nominal do governo equivale à arrecadação de impostos menos os gastos, incluindo os juros da dívida. É a medida mais completa, já que o número representa a total necessidade de financiamento do setor público. Ao apresentar um déficit nominal, o governo terá que se financiar com a colocação de títulos públicos.

Como eu disse, o conceito primário exclui da conta a despesa com juros da dívida. E qual o interesse no resultado primário? É que ao desconsiderar os juros pagos, este número dá a medida correta da situação fiscal do governo, pois fornece uma comparação simples e direta entre receita e a despesa que o setor público tem para fazer o Estado ‘funcionar’. ‘Isto é particularmente importante para saber se há risco de descontrole das contas públicas e, principalmente, de crescimento explosivo do endividamento’, diz o economista Silvio Campos Neto, do Banco Schahin. Ou seja, obter um resultado primário positivo (superávit) é um passo fundamental para manter a dinâmica da dívida pública controlada, o que sinaliza menor risco ao mercado.

Os dois, tanto o superávit primário quanto o nominal, são importantes. Para medir a saúde financeira do setor público e a trajetória da dívida, o primário é um bom indicador, pois mostra se o governo está gerando um caixa razoavelmente bom. Já o superávit nominal dá uma visão mais precisa porque engloba tudo, despesa com juros também.

Atualmente, o déficit nominal em relação ao PIB no Brasil está bem abaixo do observado em outros países, principalmente europeus. Lá, saltou recentemente em função da crise (a comparação é sempre em relação ao PIB). Em 2009, por exemplo, o governo fechou com déficit de 3,3% do PIB. Ou seja, não arrecadou o suficiente para fechar no azul ou gastou mais do que deveria.

Outro item importante para ficar de olho é o item endividamento, ou seja, a dívida líquida do setor em relação ao PIB, que mostra justamente como anda o endividamento do governo. Só para lembrar: o pior momento foi em 2002/2003 que a relação dívida/PIB estava em 60% do PIB. O mínimo dos últimos anos foi em novembro de 2008, com uma relação de 37,6%. Depois voltou em outubro, com 43,4%,e agora está em 41,7%. Os economistas não gostam de fazer comparações entre os países, mas, só como exemplo, Grécia e Itália agora estão com a relação dívida/PIB muito alta, em 100%. Mas, por outro lado, o perfil da dívida lá é muito melhor _ por ser de longo prazo e ter custo menor_, diferentemente do que ocorre no Brasil.

O QUE É SUPERÁVIT PRIMÁRIO?

Em um orçamento público, o superávit significa uma receita maior que à despesa em virtude de um aumento da arrecadação ou um arrefecimento dos gastos.

Já quando nos relacionamos a balança comercial, significa que o valor das exportações é superior ao das importações.

Com relação ao balanço de pagamento, significa que a somatória de todas as entradas de divisas em virtude das várias operações realizadas com o conjunto dos demais países é superior às saídas de divisas originadas nessas mesmas operações.

Para entendermos melhor o significado da expressão superávit primário, basta lembrarmos que seperávit significa lucro ou um resultado positivo.

Surge quando no final de um exercício ou período verificamos que os gastos foram inferiores ou menores que as receitas. Isso pode ser aplicado tanto no caso de um orçamento familiar, como nas empresas e no governo.

Em síntese, podemos afirmar que superávit primário é quando os impostos arrecadados pelo governo são maiores que as despesas realizadas, excluindo-se os juros e a correção monetária da divida pública, em virtude de não fazerem parte da natureza operacional do governo.

O superávit primário, funciona como termómetro para sinalizar como o governo está administrando suas contas

o que é "Déficit"?

Déficit é quando há uma arrecadação inferior à estimativa para um período e consequentemente, um gasto maior que a arrecadação.

O que é "Superávit"?

Superávit é quando há um excesso de arrecadação, ou seja, mais do que a previsão para um período. Seria como um "lucro" em relação à arrecadação e despesas.

Balança comercial tem superávit de US$ 330 milhões na última semana

Este é o menor resultado positivo semanal de dezembro.
No acumulado do ano, superávit recua 29,6%, para US$ 16,6 bilhões.

Alexandro Martello Do G1, em Brasília

A balança comercial brasileira registrou superávit (exportações menos importações) de US$ 330 milhões na terceira semana de dezembro, entre os dias 13 e 19, informou nesta segunda-feira (20) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Este é o menor superávit semanal deste mês. Na primeira semana de dezembro, o resultado positivo foi de US$ 580 milhões, avançando para um superávit de US$ 866 milhões na segunda semana do mês.

Na semana passada, as exportações somaram US$ 4,3 bilhões, com média diária de US$ 861 milhões, ao mesmo tempo em que as compras do exterior totalizaram US$ 3,97 bilhões, com média de US$ 795 milhões.

Parcial de dezembro
Na parcial do mês de dezembro, até domingo (19), a balança comercial registrou um superávit de US$ 1,77 bilhão, ou US$ 136 milhões por dia útil - com exportações em US$ 11,58 bilhões, e compras do exterior de US$ 9,8 bilhões. Em dezembro de 2009, as exportações superaram as compras do exterior em US$ 2,17 bilhões, com média diária de US$ 98,6 milhões.

Acumulado do ano
No acumulado de janeiro a 19 de dezembro deste ano, o superávit da balança comercial brasileira somou US$ 16,68 bilhões, com queda de 29,6% frente ao mesmo período do ano passado (US$ 23,7 bilhões), informou o Ministério do Desenvolvimento.

Números do governo mostram que as compras do exterior também avançaram, na parcial de 2010, a um ritmo bem mais forte do que as exportações brasileiras.

De janeiro a 19 de dezembro, as importações somaram US$ 175,89 bilhões, ou US$ 729 milhões por dia útil. Já as vendas ao exterior totalizaram US$ 192,57 bilhões no acumulado deste ano, o equivalente a US$ 799 milhões por dia útil. Em 2010, as importações subiram 42,5%, e as exportações avançaram 31%.

Balança comercial tem superávit de US$ 2,174 bi na 4ª semana do mês

Na semana de 20 a 26 de dezembro, as exportações somaram US$ 5,421 bi.
No acumulado no ano, as vendas ao exterior superaram recorde de 2008.

A balança comercial brasileira (exportações menos importações) registrou superávit de US$ 2,174 bilhões na quarta semana de dezembro, segundo informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, divulgadas nesta segunda-feira (27).

Na semana de 20 a 26 de dezembro, as exportações somaram US$ 5,421 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 3,247 bilhões.

No acumulado de janeiro à quarta semana de dezembro deste ano (246 dias úteis), as vendas ao exterior somaram US$ 197,999 bilhões. O valor já supera o recorde histórico das exportações brasileiras que, em todo o ano de 2008, chegaram a US$ 197,942 bilhões, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento.

, entre os dias 13 e 19, a balança comercial registrou superávit de US$ 330 milhões, menor superávit semanal deste mês. Na primeira semana de dezembro, o resultado positivo foi de US$ 580 milhões, avançando para um superávit de US$ 866 milhões na segunda semana do mês.

No acumulado do mês de dezembro, a balança registra superávit de US$ 3,95 bilhões. Já no acumulado do ano, a balança tem saldo positivo de US$ 18,86 bilhões.